O diferencial técnico do ERG® em relação às abordagens convencionais

• Não depende da expansão do revestimento.
• Atua por condução e radiação térmica.
• Reduz a pirólise do substrato e a formação de gases inflamáveis.
• Mantém filme fino, aderente e funcional.

1. Por que a expressão “não intumescente” importa

Tinta intumescente é uma formulação que reage ao calor formando uma camada expandida, geralmente carbonácea, que atua como barreira térmica. Essa abordagem é amplamente usada, mas não é a única forma possível de retardar chamas. O ERG representa uma rota diferente: a proteção ocorre sem depender da expansão do revestimento. A função principal é redistribuir rapidamente a energia térmica antes que o substrato atinja condições favoráveis à pirólise intensa.

Diferencial Galembetech
A tinta Antichama Galembetech não é uma tinta que “incha” quando o fogo chega. É uma tecnologia de dissipação térmica: o filme de ERG espalha o calor, reduz o superaquecimento localizado e dificulta a alimentação da chama.

 

2. Comparação conceitual: intumescente versus ERG

Aspecto Tinta intumescente convencional ERG® não intumescente
Mecanismo principal Expansão e formação de camada isolante. Dissipação térmica lateral e barreira ao oxigênio.
Momento de ação Atua quando o revestimento é aquecido a ponto de reagir e expandir. Atua desde o início do aquecimento, redistribuindo calor.
Estrutura do filme Camada que se transforma durante a exposição ao fogo. Filme lamelar fino, coeso e aderente.
Base física destacada no artigo Não é o foco do estudo. Alta condutividade no plano do grafite, emissão de radiação infravermelha e barreira formada por lamelas.
Mensagem para o mercado Proteção por expansão. Proteção por controle de fluxo térmico.

 

3. O que a microestrutura mostra

A base do comportamento não intumescente está na arquitetura do filme. As imagens de microscopia eletrônica indicam que o ERG é formado por lamelas de grafite reorganizadas e alinhadas paralelamente ao substrato. Esse alinhamento favorece a condução de calor no plano da superfície e ajuda a restringir o acesso de oxigênio.

Arquitetura lamelar do revestimento ERG.

A imagem não mostra uma matriz convencional com partículas aleatórias. Ela mostra um filme organizado em camadas. Essa organização explica por que o revestimento pode atuar como dissipador térmico bidimensional.

 

4. O que os ensaios em madeira mostram

Na madeira, a diferença entre proteção por ERG e ausência de proteção é direta. A madeira não revestida sofre perfuração; o revestimento ERG impede a perfuração e preserva a face posterior. A termografia e as curvas térmicas explicam o resultado: o calor é transferido para longe do ponto de incidência da chama.

Comparação visual entre madeira não revestida, madeira revestida com ERG e madeira revestida com ERG-a + alumina hidratada durante e após a exposição à chama.

A sequência mostra a madeira sem proteção, a madeira com ERG e a madeira com ERG + alumina. O resultado mais importante para divulgação é a face posterior: a amostra sem proteção é atravessada, enquanto as amostras revestidas não são perfuradas.

 

Imagens termográficas da madeira sem tratamento, da madeira revestida com ERG-a e da madeira revestida com ERG-a + alumina hidratada. As temperaturas não foram corrigidas pela emissividade.

A área aquecida no ERG se distribui mais pela superfície. Essa dispersão térmica, é interpretada como efeito da alta condutividade do grafite, reduz a concentração de energia que favorece a gaseificação do substrato.

 

5. O que os ensaios em tecido mostram

Em tecido de algodão, o ERG não elimina completamente o dano no ponto atacado, mas altera drasticamente a progressão do processo. No tecido sem revestimento, o carvão incandescente continua aumentando o furo após a retirada da chama. No tecido revestido, o crescimento do dano cessa rapidamente.

Tecido de algodão sem revestimento e tecido revestido com ERG durante e após exposição à chama.

A imagem mostra que o dano no tecido tratado com ERG permanece muito mais localizado. O crescimento do furo no tecido revestido para 2 minutos após a retirada da chama, enquanto continua indefinidamente no tecido sem revestimento.

 

Imagens termográficas do tecido de algodão sem tratamento e do tecido revestido com ERG durante e após a aplicação da chama.

A termografia mostra temperaturas máximas menores no tecido revestido durante a chama e resfriamento muito rápido depois da retirada da fonte de calor. Essa é a assinatura visual do mecanismo não intumescente do ERG.

 

6. Benefícios práticos da abordagem ERG

O ERG pode ser aplicado como tinta a partir de dispersões aquosas, sozinho ou combinado com componentes compatíveis com água. O filme seco é coeso, aderente e pode ser produzido com espessuras sucessivas sem perda de coesão. Além disso, pequenos danos ao revestimento podem ser reparados pela reaplicação local da dispersão, uma vantagem prática para manutenção.

Para comunicação comercial, o diferencial deve ser apresentado com rigor: a tecnologia não torna materiais combustíveis incombustíveis; ela retarda a progressão do dano, reduz a propagação de chama e altera o fluxo de calor na superfície protegida. Essa formulação evita promessas exageradas e mantém a mensagem alinhada às evidências do artigo.

Sintetizando
O ERG não combate o fogo expandindo: combate reduzindo a concentração térmica que alimenta a pirólise e a propagação da chama.

 

7. Aplicações sugeridas

O estudo realizado com tinta Antichama Galembetech demonstra desempenho em madeira de pinus e tecido de algodão cru, além de discutir a aplicação sobre papel, tecido, não tecido e outros substratos celulósicos ou poliméricos. As aplicações devem testadas e condicionadas à especificação correta de substrato, espessura, método de aplicação e norma técnica aplicável.

Referência científica

SANTOS, L. P.; DA SILVA, D. S.; MORARI, T. H.; GALEMBECK, F. Environmentally Friendly, High-Performance Fire Retardant Made from Cellulose and Graphite. Polymers, v. 13, n. 15, p. 2400, 2021. DOI: 10.3390/polym13152400.

 

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